| Dança do Quadrado |
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| Por Randolfo Calenda | |
| 30 de janeiro de 2009 | |
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Há um ano, a VT deu um alerta sobre o que acontecia em Trancoso. Hoje o quadro é outro A Sociedade Amigos de Trancoso (SAT) se mobilizou, a comunidade aderiu, a ficha dos políticos da região finalmente está caindo e Trancoso já pode respirar um pouco mais aliviada. Em março do ano passado, a VT mostrou como o vilarejo do litoral sul da Bahia - que pertence ao município de Porto Seguro e recebe todos os anos milhares de turistas brasileiros e gringos - estava sofrendo com a poluição de rios, praias e mangues, loteamentos clandestinos, um lixão fedorento e infestado de urubus e a derrubada da Mata Atlântica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Caraíva-Trancoso. Com uma das vilas mais charmosas do litoral baiano quase à beira de um colapso, a SAT criou o movimento Trancoso Sustentável a fim de advertir moradores, governo e empresários de que estava na hora de reverter a situação. Pouco mais de um ano depois, já é possível vislumbrar um futuro melhor em favor da preservação. "A criação do movimento e a divulgação da matéria da Viagem deram uma sacudida geral por aqui. As pessoas estão mais participativas, querendo fazer algo pela sustentabilidade de Trancoso", diz o empresário Randolfo Calenda, da SAT.
Sinal nesse sentido é a mudança de atitude dos barraqueiros, que
já não despejam o óleo das frituras nos rios. "Hoje a SAT é mais conhecida e respeitada até por políticos que antes nem nos ouviam. Dá para perceber que eles estão mais sintonizados", reconhece Calenda. O novo prefeito eleito de Porto Seguro, Gilberto Abade, e seu vice, Miguel Balejo, têm mantido diálogo constante com a associação e prometem soluções para a região. "É preciso colocar Trancoso em um padrão de desenvolvimento sustentável. A melhor maneira de fazer isso é nos entendermos com o pessoal da SAT e da APA", diz Balejo.
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